• Evandro Mengue

Sua prova digital é 100% igual ao impresso final? Saiba como ter um sistema de prova eficiente

Atualizado: 7 de Out de 2020

Sabemos que existe um estigma de que não é possível uma prova digital ser 100% igual ao impresso final. Nesse artigo abordamos quais são as variáveis que precisam ser levadas em conta quando discutimos fidelidade de cor.


Fui surpreendido com o seguinte diálogo:

- A prova digital não está igual ao impresso final.

- Mas o quão parecida vc acha que a prova está?

- 95% respondeu ele.

Pois bem… e eu pergunto ao leitor... uma prova digital chega a 100% do impresso final?




Talvez alguns tenham uma resposta decorada assim:


"Uma prova digital nunca chegará a 100% de uma impressão final."


Será mesmo?


Vamos mudar um pouco a pergunta:

A sua impressão final chega 100% ao resultado da própria impressão?

Se você tiver uma tiragem de 1000 exemplares e você imprime o primeiro exemplar e apresenta como prova para o seu cliente e ele assina, você consegue imprimir as 1000 impressões restantes iguais a esta primeira? E igual a impressão de número 500? É muito provável que sua resposta a estas perguntas seja não!


Se a sua resposta de fato é NÃO eu pergunto…

Se nem a própria impressão que acabou de sair da máquina impressora está igual a ultima cópia, você realmente espera que a prova digital vá coincidir 100% com o impresso?

Curioso vendo por este ponto de vista, não?


Agora, posso fazer uma afirmação que é verdadeira na grande maioria das vezes:

Garanto que a primeira prova digital vai coincidir com a prova digital número 1000.

Não em relação ao impresso final, mas em relação a própria prova digital impressa depois da cópia número 1000.


Mas e por que isso ocorre?

O fato da prova 1 coincidir com a prova 1000 se deve ao fato que um sistema de prova digital é estável, ao passo que o impresso de uma impressora analógica como offset, flexo ou rotogravura, sofrem com instabilidades, das mais variadas. Abordarei em um outro artigo sobre estas variáveis, mas vou me fixar aqui em relação a igualdade de prova e impresso e as tolerâncias que devemos adotar em cada um deles.


Existem normas que definem tolerâncias que uma prova pode estar em relação a ela mesma e ao padrão de impressão escolhido, bem como existem normas que definem tolerâncias da impressão final em relação a ela mesma. Como já mencionei, dificilmente vamos conseguir imprimir igual da primeira a última cópia e por isso as normas de impressão definiram valores de tolerância colorimétrica expressa em DeltaE.


As tolerâncias variam conforme o elemento que está sendo medido. A cor do substrato por exemplo pode variar de 2,5 a 3 de DeltaE, ao passo que as cores primárias podem ter variação de 2,5 a 5. Tudo depende da fórmula de DeltaE adotada e do tipo de impressão. É importante salientar que as tolerâncias não são definidas por acaso e sim através de testes até alcançar uma range visual aceitável que são convertidos em medições.


Vamos supor que conseguíssemos reduzir as tolerâncias, minimizando ao máximo as variáveis de um sistema de impressão analógico, o que em alguns ambientes pode ser muito difícil, conseguiríamos deixar a prova 100% coincidindo com o impresso final?


A resposta é SIM. Entretanto essa coincidência somente é possível de se obter em um ambiente controlado. Fora deste ambiente o resultado entre prova e impresso pode ser não tão bom ou até mesmo desastroso.


O que seria este ambiente controlado?

Um ambiente com iluminantes controlados é um bom início. Existem ainda outros controles, mas neste artigo tomaremos apenas o iluminante como tal. Se você estiver visualizando impresso e prova sob a luz de uma lâmpada correta poderá visualizar as cores da prova e impresso com um grau de coincidência muito alto, a ponto de confundir o que é prova e o que é impresso, mas infelizmente se visualizar em outra fonte de luz as cores podem já não coincidirem.

Mas e por que isto acontece?

Isso ocorre devido a um fenômeno chamado de Metamerismo. O Metamerismo ocorre o tempo todo quando os suportes e tintas não são iguais. Papel de prova não é igual a um filme ou a um papel de produção. Tinta inkjet e tinta offset ou flexo não são a mesma tinta.

Logo para que tenhamos prova digital e produção final alinhados eles precisam ser visualizados em um ambiente controlado. Sempre. Somente neste ambiente essas amostras com tintas e substratos diferentes serão coincidentes. Podemos dizer que quase 100%.

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