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ISO 12647: Devo seguir um padrão?

Atualizado: 11 de Jun de 2020

Por Evandro Mengue



A norma ISO 12647 regulamenta, entre os itens mais importantes, a colorimetria dos elementos que compõem o impresso, como o papel, a tinta e a gradação tonal das cores impressas, por meio da reticulagem de meio tom. A correta especificação da tinta a respeito de sua colorimetria e transparência, independentemente do fabricante, está referenciada na norma ISO 2846, que também contempla suas divisões conforme o tipo de impressão.


Antes da norma ISO 12647 não era clara a utilização de um padrão de impressão e os que existiam eram ritmados pelos sistemas de prova que cada gráfica conseguia produzir, fossem eles analógicos, como prelo e cromalin, ou os modernos sistemas de prova digital calibrados das mais variadas maneiras e perfis. Além disso, havia um padrão individual onde cada operador de pré-impressão configurava o seu Photoshop, que é até hoje a ferramenta mais comum de softproofing.


Outra situação clara que exemplifica essa despadronização é a criação de perfis personalizados que não se apoiam em normas e sim no contraste de impressão sem estipular regra alguma para ganho de ponto ou aparência final do impresso. A cada alteração na condição de impressão, o perfil se torna inválido e um novo perfil precisa ser construído, gerando um novo padrão. Assim, todos os trabalhos que foram impressos com o perfil antigo já não tem validade.


Essa miscigenação de perfis e padrões gera muita confusão, principalmente quando o cliente precisa imprimir um trabalho em várias gráficas diferentes ou em intervalos de tempo diferentes. A pré-impressão sofre as consequências e, por muitas vezes, repassa o trabalho para a impressão na esperança que o impressor consiga alcançar o modelo imposto pelo cliente. Resultado: cliente e gráfica ficam insatisfeitos.



É nítida então importância de seguir um padrão. As primeiras padronizações baseadas na norma ISO 12647 começaram a ser desenvolvidas no final da década de 90, por meio das organizações ECI, formada por um grupo de gráficas alemãs, e a FOGRA, instituto de pesquisa alemã ligado à área gráfica. Várias versões de perfis foram desenvolvidas e lançadas nos anos de 2002, 2003 e 2004, porém apenas em 2007 foi finalizado o perfil ISOCoated_v2 por meio do conjunto de caracterização Fogra 39 e então largamente difundido na DRUPA de 2008. A partir daí, a ISO 12647 passou a ser a referência que o mercado gráfico precisava. Em 2013 a ISO 12647 passou por uma revisão onde adicionou-se papéis de impressão contendo branqueador óptico utilizando-se a nova condição de medição M1 e um novo perfil foi criado: PSO Coated v3 ou Fogra 51.

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